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Após dois feminicídios, Bom Repouso vota lei de conscientização sobre violência contra a mulher

Após feminicídios, Bom Repouso vota lei de conscientização sobre violência contra mulher Após o registro de dois feminicídios em dez dias, a Câmara de B...

Após dois feminicídios, Bom Repouso vota lei de conscientização sobre violência contra a mulher
Após dois feminicídios, Bom Repouso vota lei de conscientização sobre violência contra a mulher (Foto: Reprodução)

Após feminicídios, Bom Repouso vota lei de conscientização sobre violência contra mulher Após o registro de dois feminicídios em dez dias, a Câmara de Bom Repouso (MG) vota, na noite desta quinta-feira (22), uma lei de conscientização sobre violência contra a mulher. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram O projeto, que recebeu o nome de “Patrícia Vive”, em homenagem a uma das vítimas, estabelece uma política municipal baseada em cinco diretrizes: Promover a conscientização da população sobre a violência contra a mulher e do feminicídio; Incentivar a denúncia e o rompimento do ciclo de violência; Contribuir para o fortalecimento da rede de apoio e acolhimento de mulheres em situação de risco; Estimular ações integradas de prevenção e enfrentamento à violência doméstica; Preservar a memória de Patrícia como símbolo de luta e proteção à vida das mulheres. Bruna Aline Rodrigues de Souza e Patrícia Cezar Nogueira foram vítimas de feminicídio em Bom Repouso em 2026 Reprodução redes sociais A proposta foi elaborada pela psicanalista Ludmila Mariano e apresentada pela vereadora Micheli Silva Alcântara Nascimento (PSB), única mulher na Câmara que tem outros oito vereadores. Segundo a criadora do projeto, o objetivo da lei, se ela for aprovada, é proporcionar condições para que as mulheres se sintam à vontade para denunciar agressões e perseguições. “Muitas vezes a mulher que está em situação de violência, não busca ajuda porque tem medo do julgamento das pessoas, ela se sente culpada, tem vergonha. A gente vem de uma sociedade muito machista, muito patriarcal, que fala que essa mulher está lá porque ela quer, ela está lá porque ela gosta de apanhar”, afirma. A psicanalista explica que muitas vítimas de violência têm dependência do agressor e não se sente confiante de de abandoná-lo por falta de apoio. “Muitas vezes tem um vínculo afetivo muito grande, a mulher é ameaçada, sofre chantagem, ama esse agressor, tem uma dependência emocional dele, então, não é uma coisa simples. Às vezes tem ameaça para os filhos, eu já vi muitos casos que o agressor ameaça tomar a guarda dos filhos, às vezes essa mulher depende financeiramente, ela não tem trabalho, ela não tem dinheiro para ir embora, então essa lei “Patrícia Vive” vai dar voz a muitas mulheres, a gente vai poder ouvir as mulheres e elas vão ter um lugar, um local onde elas possam correr e pedir ajuda”, explicou. LEIA TAMBÉM: Mulher é morta em Bom Repouso; ex-marido é o principal suspeito Polícia continua buscas pelo suspeito de matar a ex-companheira em Bom Repouso Mulher é morta a tiros enquanto trabalhava em lavoura em Bom Repouso; ex é o principal suspeito Polícia prende suspeito de matar ex com tiros na cabeça em lavoura de MG Disparo e grito: áudio registra momento em que vítima de feminicídio é baleada em lavoura Dois feminicídios em 10 dias Polícia prende suspeito de ter ajudado homem que matou Patrícia Cezar Nogueira a fugir em Bom Repouso (MG) Polícia Militar/Divulgação Nos dez primeiros dias de 2026, Bom Repouso, município de 12,6 mil habitantes, registrou dois feminicídios. Os suspeitos de terem cometido os crimes são homens que não se conformavam com o fim do relacionamento. O primeiro assassinato aconteceu na madrugada do Réveillon. Bruna Aline Rodrigues de Souza foi morta dentro de uma casa onde cuidava de crianças, incluindo dois filhos dela. O suspeito é o ex-marido dela de 21 anos, que fugiu e encontra-se foragido. O segundo crime aconteceu na manhã de 10 de janeiro e vitimou Patrícia César Nogueira, de 29 anos. Ela estava trabalhando em uma lavoura de morangos e foi atacada quando se afastou dos colegas de trabalho durante o intervalo. Ela foi baleada com dois tiros na cabeça. O suspeito deste crime é o ex-namorado Dionata da Silva Schmitt, de 30 anos, que teria ficado com Patrícia por 11 meses e não aceitava o fim do relacionamento. Ele foi preso um dia depois do crime, um homem suspeito de ter ajudado ele a se esconder também foi preso. A vítima tinha uma medida protetiva contra o suspeito. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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