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CGU multa empresas e entidades por corrupção, fraudes e ilícitos em indenizações de tragédia em Mariana

Em 2015, o rompimento da Barragem de Fundão destruiu os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, em Mariana. Leonardo Miranda/TV Globo A Controladoria...

CGU multa empresas e entidades por corrupção, fraudes e ilícitos em indenizações de tragédia em Mariana
CGU multa empresas e entidades por corrupção, fraudes e ilícitos em indenizações de tragédia em Mariana (Foto: Reprodução)

Em 2015, o rompimento da Barragem de Fundão destruiu os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, em Mariana. Leonardo Miranda/TV Globo A Controladoria-Geral da União (CGU) publicou, em 5 de maio, no Diário Oficial da União, sanções a quatro empresas e entidades por envolvimento em corrupção, fraudes e outros ilícitos contra a administração pública. As multas somam mais de R$ 10 milhões e fazem parte de processos com base na Lei Anticorrupção, incluindo apurações ligadas ao rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015. Segundo o órgão, as decisões são resultado de investigações sobre irregularidades como uso indevido de recursos públicos e fraudes em diferentes áreas. Além das multas, as entidades também terão de divulgar as punições em meios de comunicação de grande circulação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp Um dos casos envolve a chamada Operação Meandros, que identificou um esquema de fraude no pagamento de indenizações a pescadores afetados pela tragédia. As investigações apontaram que algumas entidades participaram da emissão irregular de registros de pescador profissional para pessoas que não exerciam a atividade. Com isso, esses beneficiários conseguiram acessar indenizações de forma indevida. Esse tipo de fraude já havia sido identificado por investigações da Polícia Federal, que apontaram a falsificação de documentos e a inclusão de dados falsos para permitir o recebimento irregular de compensações financeiras após o desastre ambiental. Desastre em Mariana: ninguém foi condenado por tragédia que matou 19 e contaminou Rio Doce Sanções administrativas As multas aplicadas às entidades ultrapassam R$10 milhões. As punições também incluem a desconsideração da personalidade jurídica, o que permite atingir bens pessoais dos responsáveis, e a obrigação de divulgação das decisões por 60 dias. Segundo a CGU, as medidas reforçam o trabalho de responsabilização de organizações envolvidas em irregularidades e de proteção dos recursos públicos destinados à reparação de danos. Confira os vídeos mais vistos no g1 Minas:

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