Desembargador afastado pelo CNJ suspeito de irregularidades no caso 123 Milhas pede aposentadoria
Desembargador Alexandre Victor de Carvalho TRE-MG/ Facebok O desembargador Alexandre Victor de Carvalho, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), afastad...
Desembargador Alexandre Victor de Carvalho TRE-MG/ Facebok O desembargador Alexandre Victor de Carvalho, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), afastado cautelarmente pela Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ), decidiu se aposentar. A aposentadoria do magistrado foi publicada no Diário do Judiciário desta terça-feira (31). Carvalho foi afastado nesta segunda (30) devido a "graves indícios de irregularidades e favorecimento" na condução do processo de recuperação judicial da 123 Milhas. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os elementos colhidos apontaram um "padrão de atuação que aparentemente extrapola a simples divergência jurídica, configurando, em tese, violação dos deveres funcionais da magistratura". ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp O desembargador já havia sido afastado de suas funções pelo CNJ em dezembro de 2024, por um período de 60 dias, após ser acusado de solicitar cargos comissionados no legislativo estadual para dois familiares, que teriam sido nomeados como "servidores fantasmas". Após o afastamento, nesta segunda-feira, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) afirmou que designou um magistrado substituto para a vaga e "adotou todas as providências para o cumprimento das determinações". "O TJMG reafirma o seu compromisso com a legalidade e a apuração devida dos fatos, e seguirá colaborando e cumprindo as determinações do CNJ", declarou o Tribunal, em nota. O Grupo 123 Milhas declarou que, em nenhum momento, houve favorecimento às empresas do grupo, aos sócios ou às pessoas envolvidas no processo e que a decisão do CNJ deve-se à "violação dos deveres funcionais da magistratura". "A decisão do CNJ diz respeito à indevida substituição dos administradores judiciais nomeados pela juíza de primeiro grau, ato que não foi solicitado pela 123milhas e que não a favoreceu de nenhuma forma. Pelo contrário, implicou despesas extraordinárias para a empresa", informou a empresa, em nota. Relembre o caso 123 Milhas Em agosto de 2023, a 123 Milhas suspendeu pacotes e a emissão de passagens promocionais e passou a ser alvo de milhares de ações judiciais. No mesmo mês, a empresa entrou com um pedido de recuperação judicial, que foi aceito pela Justiça. O processo foi suspenso em dois momentos – em setembro de 2023 e janeiro de 2024. Em março de 2024, foi retomado pela última vez. Em dezembro do mesmo ano, o grupo 123 protocolou na Justiça o plano de recuperação judicial que estabelece prazos e modos de pagamento para os credores das empresas 123 Milhas, HotMilhas, Novum, Maxmilhas e LH Lance Hotéis. O plano, que ainda precisa ser aprovado e homologado pela Justiça, propõe diferentes formas de pagamento aos mais de 772 mil credores. Grupo 123 Milhas protocola plano de recuperação judicial Vídeos mais vistos no g1 Minas: