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Gabriel defende integração do metrô com ônibus, diz apoiar câmeras corporais e propõe rigor no ensino com 'bomba' para alunos

MG1 entrevista Gabriel (MDB), candidato ao governo de MG O candidato do MDB ao governo de Minas, Gabriel, defendeu, em entrevista ao MG1 desta quinta-feira (17)...

Gabriel defende integração do metrô com ônibus, diz apoiar câmeras corporais e propõe rigor no ensino com 'bomba' para alunos
Gabriel defende integração do metrô com ônibus, diz apoiar câmeras corporais e propõe rigor no ensino com 'bomba' para alunos (Foto: Reprodução)

MG1 entrevista Gabriel (MDB), candidato ao governo de MG O candidato do MDB ao governo de Minas, Gabriel, defendeu, em entrevista ao MG1 desta quinta-feira (17), a integração tarifária do metrô com os ônibus da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ele falou também que pretende criar um centro de combate à criminalidade e disse que aprova o uso de câmeras corporais pela polícia. Gabriel ainda se posicionou a favor da reprovação escolar ao criticar políticas de progressão de ensino sem acompanhamento da aprendizagem. Ele afirmou que o foco de uma eventual gestão será garantir que os estudantes concluam as etapas de ensino com domínio dos conteúdos. O candidato foi o quarto a participar da série de sabatinas do MG1, que seguirá até o próximo sábado (19). A Globo convidou os seis nomes mais bem colocados na pesquisa de intenção de voto divulgada pelo Instituto Datafolha em 11 de setembro. Veja o que Gabriel falou sobre os seguintes temas: Mobilidade e integração com metrô Segurança pública e câmeras corporais Reprovação escolar e aprendizagem Atuação política Alianças e relação com a Assembleia Governos regionais Referências internacionais Saúde e filas de espera Mobilidade e integração com metrô Gabriel fala sobre mobilidade urbana em entrevista ao MG1 Questionado sobre a mudança de postura em relação aos subsídios públicos para empresas de ônibus em Belo Horizonte e a proposta de criar um programa estadual com metas de desempenho, Gabriel citou sua formação acadêmica focada no retorno dos passageiros ao transporte coletivo. Ele argumentou que a proposta de subsídio partiu do Executivo municipal e que sua atuação buscou condicionar o repasse financeiro a uma fiscalização rigorosa e a contrapartidas sociais, como a implementação de gratuidades. Além disso, defendeu a criação do bilhete único integrado na Região Metropolitana de Belo Horizonte e no Vale do Aço para evitar a multiplicidade de cartões entre os municípios. "O que não dá é alguém sair de Betim, usar um cartão, passar por Contagem, usar outro cartão, e chegar em Belo Horizonte e ter mais um cartão. Eu quero [...] um transporte coletivo que faça sentido e que o cidadão pague menos e use mais, porque se nós não colocarmos as pessoas no ônibus, no metrô, o trânsito vai ficar cada vez pior." Ao responder sobre os problemas recorrentes na qualidade do serviço da capital e o volume de mais de 64 mil autuações contra consórcios de ônibus, o candidato sustentou que cumpriu seu papel de investigação na Câmara Municipal ao produzir um relatório detalhado sobre irregularidades contratuais. Ele afirmou ter entregue os dados ao então prefeito Alexandre Kalil, que não rescindiu os contratos, ressaltando que vereadores não possuem prerrogativa para cancelar concessões. O candidato argumentou que o cargo de governador garantirá a autoridade necessária para gerir os contratos metropolitanos e promover a articulação direta com os prefeitos. "Tudo o que eu poderia fazer como vereador para investigar, mostrar o que estava errado, eu fiz. O que acontece é que a função de vereador é, de fato, muito limitada." Questionado sobre dados de uma pesquisa Quaest indicando que 73% dos eleitores consideram prioridade a integração entre o metrô e os ônibus metropolitanos, o candidato afirmou que a questão vai além dos veículos e exige planejamento territorial. Como exemplo, citou a chegada do metrô ao Barreiro, defendendo que o entorno das estações não permaneça como vazio urbano e conte com edifícios residenciais de alta volumetria para que a população viva próxima ao transporte e conectada à cidade. "A estação do metrô, ela não pode ter no entorno dela o vazio urbano. Você tem que garantir que ali haja prédios residenciais com muita volumetria, com muitos andares." Ao abordar os trajetos regionais, exemplificando com trabalhadores que se deslocam de Santa Luzia para o centro da capital, o candidato declarou que a população não deve ficar retida em rodovias pelo uso excessivo de automóveis. Ele ressaltou que a integração é o passo fundamental para o transporte metropolitano e mencionou ter dedicado três anos a estudos sobre o tema em Londres com especialistas internacionais para aplicar os conceitos na gestão pública. Segurança pública e câmeras corporais Gabriel fala sobre câmeras corporais em entrevista ao MG1 Questionado sobre a adesão às câmeras corporais pela Polícia Militar, medida defendida por 82% dos eleitores mineiros segundo pesquisa Quaest, o candidato declarou-se favorável ao uso do equipamento nas fardas. Ele argumentou que o dispositivo protege o cidadão contra abordagens violentas ou racistas e ressaltou que a atuação policial deve ocorrer rigorosamente dentro da lei, punindo eventuais excessos. "Policial não está acima da lei. Então eu estou do lado da polícia que faz o certo e a Polícia Militar de Minas Gerais que, aliás, é a melhor do Brasil, mas o abuso policial, isso precisa ser condenado." Ao tratar do combate a facções criminosas, o candidato defendeu a integração das forças estaduais com o governo federal e fez críticas ao sistema prisional mineiro. Segundo ele, a entrada e circulação de telefones celulares transformou os estabelecimentos penais em centros de comando para o crime, propondo o bloqueio de aparelhos e a criação de uma rede de inteligência para rastreamento de celulares roubados. "Cada aparelho celular tem um código. Se você cria uma rede de inteligência e bloqueia esse número, a polícia consegue devolver ao trabalhador." Reprovação escolar e aprendizagem Gabriel fala sobre educação em entrevista ao MG1 Questionado sobre a defesa da reprovação de alunos que não atingirem o desempenho esperado, Gabriel criticou políticas de progressão escolar sem acompanhamento da aprendizagem e afirmou que o foco de uma eventual gestão será garantir que os estudantes concluam as etapas de ensino com domínio dos conteúdos. Segundo o candidato, a prioridade deve ser identificar dificuldades ao longo do ano letivo e oferecer reforço escolar antes que o aluno chegue à reprovação. Ele defendeu o monitoramento contínuo do desempenho dos estudantes e a utilização de avaliações para orientar intervenções pedagógicas. "Eu não quero enganar a sua família. [...] Não quero bomba para todo mundo, mas eu quero aprendizagem de verdade." Gabriel afirmou que a escola deve garantir que os alunos saiam preparados para a vida e criticou a aprovação de estudantes sem conhecimento adequado de leitura, escrita e matemática. "Se você só dá um diploma passando de ano sem aprender, isso é enganar a mãe e o pai. A escola não pode ser só um depósito de adolescentes, tem que ser lugar de aprendizagem de verdade." Ao ser questionado sobre o risco de aumento da evasão escolar, o candidato respondeu que pretende priorizar a qualidade do ensino e ampliar ações de apoio aos estudantes, como reforço escolar, atividades no contraturno e formação complementar. Gabriel também defendeu a ampliação de atividades voltadas para cidadania, educação financeira, empreendedorismo, cultura e outras áreas que, segundo ele, ajudam a tornar a escola mais atrativa e conectada à realidade dos jovens. Atuação política Gabriel fala sobre articulação política em entrevista ao MG1 Questionado sobre sua atuação política ter se concentrado em Belo Horizonte — onde foi vereador e presidente da Câmara Municipal — e sobre ter afirmado em 2024 que não disputaria o governo de Minas, o candidato ressaltou sua experiência prévia no governo estadual entre 2011 e 2014. Gabriel lembrou que assumiu a Subsecretaria de Estado da Juventude aos 23 anos, período em que coordenou projetos voltados para a redução da evasão escolar e o combate à criminalidade juvenil, como o Poupança Jovem e o Fica Vivo, atuando na capital e no interior. Ao rebater os questionamentos sobre sua preparação para governar o estado, o candidato destacou a bagagem obtida na escuta de mais de 400 municípios e enfatizou sua qualificação acadêmica. Ele ressaltou que possui dois mestrados, está cursando doutorado e defendeu que o avanço da educação é pré-requisito para o desenvolvimento. Alianças e relação com a Assembleia Gabriel fala sobre articulação política em entrevista ao MG1 Questionado sobre a decisão de disputar o governo sem alianças formais, Gabriel afirmou que priorizou a elaboração de um plano de governo em vez da construção de acordos partidários. O candidato disse que recebeu convites para compor chapas de outros concorrentes, mas optou por manter a candidatura própria. Gabriel também criticou a formação de coalizões com o objetivo de ampliar tempo de televisão e afirmou que não quis fazer acordos que, segundo ele, poderiam comprometer uma futura gestão estadual. "Eu não quis hipotecar o futuro de Minas Gerais, fazendo qualquer aliança. [...] Estou aqui mostrando que o povo mineiro tem uma opção para escolher no dia da eleição, alguém que está preparado, que tem plano de governo e que está pensando em Minas Gerais em primeiro lugar." Ao ser questionado sobre os conflitos que teve durante o mandato como vereador em Belo Horizonte e sobre a capacidade de manter uma boa relação com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o candidato afirmou que os processos de cassação enfrentados por ele estavam relacionados à sua atuação política e não a denúncias de corrupção. "Nenhum dos dois teve corrupção e nada de errado. [...] Preferi brigar com as pessoas para não abrir mão dos meus princípios." Gabriel disse que sua trajetória demonstra capacidade de diálogo e que já iniciou conversas com deputados estaduais de diferentes partidos. Segundo ele, pretende construir uma relação institucional baseada em pautas comuns e na busca de soluções para problemas do estado. "Uma das minhas características é que eu não olho se o político é de esquerda ou de direita. Não estou a fim de brigar com o presidente da República, seja ele qual for, com o deputado ou com o prefeito." Ele afirmou ainda que pretende atuar em conjunto com lideranças de diferentes correntes políticas para viabilizar projetos em áreas como infraestrutura, prevenção de enchentes e combate à seca. Governos regionais Gabriel fala sobre governos regionais em entrevista ao MG1 Questionado sobre a proposta de criar dez governos regionais permanentes sem aumento de despesas com pessoal, Gabriel afirmou que a estrutura seria formada a partir da redistribuição de cargos já existentes na administração estadual. Segundo ele, parte dos servidores atualmente lotados na Cidade Administrativa passaria a atuar diretamente nas regiões do estado. "Sabe quantos cargos tem de canetada e livre nomeação que o governador coloca naquele prédio enorme do Oscar Niemeyer? Quase 3 mil. Tudo para Belo Horizonte." O candidato defendeu a descentralização da gestão pública e afirmou que a medida busca aproximar o governo dos municípios, facilitando o atendimento de demandas locais e o acompanhamento de obras e políticas públicas. "O vereador, o prefeito que está cuidando da sua cidade, não pode ter que viajar para Belo Horizonte o tempo inteiro para resolver a questão da região." Gabriel disse que a proposta parte da avaliação de que a administração estadual está distante das diferentes realidades de Minas Gerais e que é necessário ampliar a presença do governo no interior. "A governança regional entende que Minas Gerais são muitas e você não tem que ficar longe do governo. O governo tem que estar perto de você." Referências internacionais Gabriel fala sobre exemplos internacionais em entrevista ao MG1 Ao ser questionado sobre o uso de experiências internacionais como referência para propostas nas áreas de mineração, mobilidade e transporte ferroviário, Gabriel afirmou que busca adaptar exemplos bem-sucedidos à realidade mineira, respeitando as competências legais de cada ente federativo. O candidato citou viagens e reuniões realizadas para conhecer projetos em outros países e defendeu que Minas Gerais pode aproveitar experiências que deram certo em diferentes partes do mundo. Gabriel afirmou ainda que a cooperação entre municípios, estado e governo federal é fundamental para tirar projetos do papel e disse que pretende buscar soluções já testadas em outros lugares para enfrentar problemas locais. Saúde e filas de espera Gabriel fala sobre saúde em entrevista ao MG1 Questionado sobre a proposta de reduzir as filas para exames e cirurgias eletivas, Gabriel defendeu a criação de um sistema de transparência para acompanhamento da fila de pacientes e a organização regional dos atendimentos de saúde. Segundo o candidato, os pacientes poderiam consultar sua posição na fila para procedimentos, preservando os dados pessoais. Ele afirmou que a medida seria combinada com uma política de integração regional para ampliar a capacidade de atendimento. "Qual que é a nossa proposta? Transparência total na fila, preservando, é claro, os dados sensíveis, mas mostrando: olha, para essa cirurgia aqui tem 52 pessoas na sua frente." Gabriel disse que a solução não passa pela construção de hospitais em todos os municípios, mas pela formação de redes regionais e consórcios de saúde capazes de organizar atendimentos por especialidade e otimizar a utilização da estrutura existente. "Não dá para um governador prometer construir hospital em todas as localidades e todos os municípios, mas dá para você ter uma força-tarefa por especialidade." O candidato também defendeu a digitalização dos serviços de saúde e afirmou que o uso da tecnologia pode contribuir para melhorar o atendimento à população. "A saúde tem que resolver com tecnologia, integração. Não pode ter pastinha de papel. O diagnóstico, o prognóstico, tudo tem que ser digital." Ao ser questionado sobre a falta de profissionais em hospitais de diferentes regiões do estado, Gabriel afirmou que pretende manter diálogo permanente com servidores e gestores da área para identificar necessidades e ampliar a capacidade de atendimento. "A primeira coisa que nós precisamos fazer é, ao contrário desse governo, respeitar servidor público." Segundo ele, a valorização dos profissionais e a realização de concursos públicos são ferramentas para garantir a permanência de médicos e outros trabalhadores da saúde no serviço público. "É no diálogo permanente, mensal, não só quando há ameaça de greve, que nós vamos ver as lacunas e entender onde está faltando para garantir a permanência do médico que vai cuidar de você." Ao falar sobre metas para a área, Gabriel disse que as propostas apresentadas consideram a situação fiscal de Minas Gerais e foram elaboradas com apoio técnico. "Tudo o que a gente coloca no plano de governo é considerando a situação fiscal de Minas Gerais, com compromisso." Gabriel já está posicionado no estúdio do MG1 para a entrevista. Fred Bottrel/TV Globo Os vídeos mais vistos do g1 Minas:

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