Greve de garis em regiões de BH entra no 2° dia e segue por tempo indefinido
Garis realizam paralisação em Belo Horizonte A greve dos garis responsáveis pela coleta de lixo de parte de Belo Horizonte entrou no segundo dia e deve conti...
Garis realizam paralisação em Belo Horizonte A greve dos garis responsáveis pela coleta de lixo de parte de Belo Horizonte entrou no segundo dia e deve continuar por tempo indeterminado. A informação foi confirmada por integrantes do movimento nesta terça-feira (20). A paralisação afeta as regionais Leste, Nordeste e Noroeste da capital mineira, onde as ruas acumulam lixo desde segunda (19). Até a última atualização desta reportagem, não estava claro o total de bairros afetados nem o número de garis que aderiram ao movimento e o tamanho da população afetada. Os trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho e reclamam de falta de benefícios, como plano de saúde, além de atrasos no depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp Representantes da Sistemma Serviços Urbanos, responsável pelo contrato com a prefeitura, tentaram negociar o retorno das atividades, mas não houve acordo. Em nota, a empresa disse que foi pega de surpresa e classificou o movimento como irregular (leia posicionamento mais abaixo). Conforme os garis, a proposta apresentada previa a contratação de apenas dez funcionários para recompor o quadro e um prazo de dez dias para o conserto dos caminhões. No entanto, a categoria rejeitou os termos e decidiu manter a paralisação por tempo indeterminado. A Prefeitura de Belo Horizonte informou que a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) acompanha as negociações. Impactos da paralisação Moradores da capital sentem os impactos da paralisação do serviço de coleta em várias regiões da cidade. "Há dias a coleta de lixo não passa e meu portão virou o depósito de lixo. Outros moradores da rua acabam colocando lixo na minha porta, um transtorno", reclamou Kátia Fagundes, moradora do Conjunto Paulo VI. "Ontem aqui no bairro Palmares o lixeiro não passou de novo é a segunda vez que não recolhem o lixo. Onde vamos parar?", disse Ruben Neto, morador do Palmares. O que diz a empresa terceirizada A Sistemma Serviços Urbanos informou que foi surpreendida, na manhã de segunda-feira (19), com a recusa de parte dos colaboradores em iniciar as atividades, o que teria impactado o início de algumas rotas de coleta. A empresa afirmou que não foi comunicada previamente sobre a paralisação, nem recebeu pauta de reivindicações ou deliberação sindical, e classificou o movimento como irregular. Ainda segundo a terceirizada, há indícios de que a paralisação não foi convocada pelo sindicato e pode ter sido instigada por terceiros. A Sistemma declarou que cumpre as normas trabalhistas, fornece equipamentos de proteção individual (EPIs) e reorganizou, de forma emergencial, escalas e rotas para tentar reduzir os impactos à população. O que diz a prefeitura A Prefeitura de Belo Horizonte informou que a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) acompanha as negociações entre os garis e a empresa Sistemma. A administração municipal afirmou estar em dia com suas obrigações contratuais e disse que adotará as providências necessárias para garantir a continuidade do serviço de limpeza urbana. O g1 questionou sobre quantidade de garis e de pessoas prejudicadas, quanto de lixo deixou de ser recolhido e previsão de normalização dos serviços, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. Lixo acumulado na Avenida dos Esportes, no bairro Padre Eustáquio, em BH, durante greve dos garis Lucas Franco/TV Globo Vídeos mais vistos do g1 Minas: