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Henrique Vorcaro, pai de Daniel, é levado para IML após ser preso pela PF

Henrique Vorcaro, pai de Daniel, é levado para IML após ser preso pela PF Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, foi levado na tarde desta quinta-feira (14)...

Henrique Vorcaro, pai de Daniel, é levado para IML após ser preso pela PF
Henrique Vorcaro, pai de Daniel, é levado para IML após ser preso pela PF (Foto: Reprodução)

Henrique Vorcaro, pai de Daniel, é levado para IML após ser preso pela PF Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, foi levado na tarde desta quinta-feira (14) da sede da Polícia Federal, em Belo Horizonte, para o Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exame de corpo de delito. O pai do banqueiro controlador do Banco Master foi preso mais cedo sob suspeita de integrar o chamado “núcleo violento” do grupo criminoso associado ao filho, segundo uma fonte da PF. A prisão aconteceu em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A operação desta quinta mira os núcleos conhecidos como "A Turma" e "Os Meninos", responsáveis por crimes de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos (entenda aqui). Também são alvos pessoas ligadas às ações de Luiz Phillipi Mourão, o "Sicário" de Vorcaro. Henrique Vorcaro ainda precisará passar por audiência de custódia, que definirá se ele permanecerá preso. Ele foi levado em uma van junto com Rodrigo Pimenta, considerado um dos hackers da organização criminosa. Segundo investigações, Pimenta executou tarefas de apoio técnico e operacional, como compra de domínios na internet e pagamento de boletos, e prestou serviços técnicos que incluem desenvolvimento de software, manutenção de computadores e apoio logístico. Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro Reprodução Quem é Daniel Vorcaro Daniel Vorcaro é o banqueiro e dono do Master, instituição que entrou no centro de um escândalo após investigações apontarem a emissão e negociação de títulos de crédito sem lastro, o que teria provocado prejuízos bilionários e colocado em risco o sistema financeiro. As irregularidades levaram o Banco Central a decretar a liquidação da empresa. Segundo a Polícia Federal, Vorcaro é apontado como líder da organização criminosa investigada na Operação Compliance Zero. Ele já foi preso em fases anteriores da apuração e responde por organização criminosa, fraude financeira, lavagem de dinheiro, ameaça e invasão de dispositivos informáticos. O escândalo do Banco Master A crise do Banco Master culminou na liquidação determinada pelo Banco Central em novembro de 2025 e na nova prisão de seu dono, Daniel Vorcaro, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. 💰Desde 2024, a instituição e o executivo vinham sendo investigados por um esquema que envolvia a emissão de CDBs com juros muito acima do mercado para captar recursos e a criação de carteiras de crédito falsas para simular solidez financeira. Segundo as investigações, parte dos recursos do Banco Master foi aplicada em ativos inexistentes ou de baixa qualidade, que eram registrados como créditos sólidos. Ao mesmo tempo, novos aportes serviam para pagar investidores antigos, em um modelo considerado insustentável pelos investigadores. As tentativas de venda do banco não avançaram e aprofundaram a crise. Uma negociação com o Banco de Brasília (BRB) chegou a ser anunciada, mas foi barrada por órgãos de controle e pelo Banco Central, diante de dúvidas sobre transparência e riscos ao sistema financeiro. Na véspera da liquidação, surgiu ainda uma proposta da holding Fictor, em parceria com investidores dos Emirados Árabes Unidos, para injetar recursos e comprar as ações de Daniel Vorcaro. A operação, no entanto, perdeu validade após o Banco Central decretar a liquidação do banco. Com a decisão, as atividades do Banco Master foram interrompidas e um liquidante foi nomeado. A maior parte dos clientes foi ressarcida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), dentro do limite previsto em lei. O caso, porém, expôs os limites do fundo diante do alto volume de recursos envolvidos. Após o episódio, o Banco Central publicou uma resolução que autoriza os bancos a direcionarem ao FGC recursos recolhidos dos depósitos compulsórios, mecanismo usado para garantir a estabilidade do sistema financeiro.

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