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Iepha-MG mobiliza equipe para vistoriar cocho destruído durante ato de prefeito após proibição de charretes em Poços de Caldas

Prefeito destrói cocho tombado após charretes serem proibidas em Poços de Caldas O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais ...

Iepha-MG mobiliza equipe para vistoriar cocho destruído durante ato de prefeito após proibição de charretes em Poços de Caldas
Iepha-MG mobiliza equipe para vistoriar cocho destruído durante ato de prefeito após proibição de charretes em Poços de Caldas (Foto: Reprodução)

Prefeito destrói cocho tombado após charretes serem proibidas em Poços de Caldas O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) vai enviar uma equipe técnica a Poços de Caldas (MG) para vistoriar o cocho localizado na Praça Getúlio Vargas, após a estrutura ser parcialmente destruída pelo prefeito Paulo Ney (PSD) durante o ato que marcou o fim do uso de charretes a cavalo na cidade. A ação motivou um requerimento da Câmara Municipal cobrando explicações e questionando a legalidade da intervenção. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Em nota enviada ao g1, o Iepha confirmou que o “cocho” está protegido por tombamento estadual, por estar inserido no perímetro do Complexo Hidrotermal e Hoteleiro de Poços de Caldas, conjunto tombado pelo Estado desde 1989. O órgão reforçou que qualquer intervenção na área, inclusive reparos, só pode ocorrer mediante anuência prévia do instituto. De acordo com o Iepha, uma equipe técnica foi mobilizada para realizar vistoria presencial com o objetivo de avaliar o estado de conservação da estrutura e verificar possíveis impactos decorrentes do ato realizado pelo prefeito. Após a análise, será elaborado um relatório técnico circunstanciado, com orientações e indicação de eventuais medidas cabíveis. Leia também: VÍDEO: Prefeito usa marreta para demolir cocho tombado após charretes serem proibidas em MG; Câmara questiona Cocho que foi parcialmente destruído é reconstruído pela prefeitura em Poços de Caldas Redes Sociais / Fabiana Assis Câmara cobra explicações O ato aconteceu no último dia 13 de março. Ao lado de ativistas da causa animal, o prefeito utilizou uma marreta para quebrar parte do cocho que servia como bebedouro dos cavalos das charretes. Depois da destruição parcial, a estrutura chegou a ser reconstruída e recebeu flores plantadas no local. Os vereadores classificaram a atitude como desrespeitosa à história da cidade e aos antigos charreteiros. O requerimento apresentado pelo vereador Thiago Mafra (PT) e aprovado por unanimidade pede esclarecimentos sobre a legalidade da ação e questiona se houve autorização dos órgãos responsáveis pelo patrimônio histórico. Mafra cita que a Lei Orgânica do município impede alterações em áreas tombadas sem autorização legislativa, e lembra que uma lei complementar de 2006 exige autorização prévia do CONDEPHACT para destruição, alteração ou restauração de bens protegidos. Prefeito de Poços de Caldas, Paulo Ney (PSB) participa de ato que destruiu cocho em Poços de Caldas ONG Pegasus O professor e historiador Hugo Pontes afirmou à EPTV que, por estar inserida em uma praça tombada, a estrutura deve ser preservada. “Se a praça é tombada, tudo que está nela também é objeto de tombamento”, disse. Ele defendeu ainda que o local seja sinalizado para registrar a passagem histórica das charretes pelo centro da cidade. Apesar do fim oficial das charretes a cavalo, as carruagens elétricas que devem substituí-las ainda não têm prazo definido para entrar em funcionamento. Câmara de Poços de Caldas questiona demolição de cocho durante ato sobre fim das charretes Prefeitura nega destruição e diz que houve apenas ato simbólico Em nota enviada ao g1, a prefeitura disse que não houve demolição dos cochos, afirmando que a ação do prefeito foi simbólica e representou o encerramento do serviço de transporte por charretes. Segundo o município, os bebedouros foram “inutilizados” e, posteriormente, ressignificados com o plantio de flores. A administração municipal afirmou que os cochos não fazem parte do patrimônio tombado e não são inventariados como bens culturais. O Conselho Municipal de Patrimônio (CONDEPHACT) também divulgou nota técnica afirmando que a estrutura destruída não se caracterizava como bem protegido. Prefeito de Poços de Caldas, Paulo Ney (PSB) participa de ato que destruiu cocho em Poços de Caldas Reprodução redes sociais A prefeitura declarou, ainda, que o gesto buscou transformar um símbolo antes ligado ao uso de animais para trabalho em um espaço de “renovação, cuidado e respeito à vida animal”. Veja a nota na íntegra: "A Prefeitura Municipal de Poços de Caldas esclarece que não houve demolição dos “cochos” para hidratação de equinos localizados nos espaços destinados ao estacionamento de charretes por tração animal na cidade. Informa-se, para restabelecimento da verdade, que, no dia de encerramento dos serviços turísticos de transporte por charretes, houve um ato simbólico com a retirada das placas de estacionamento e com a inutilização dos referidos bebedouros. Esses cochos, que por muitos anos simbolizaram o uso da força animal nas ruas da cidade, tiveram sua função encerrada e, como parte de um gesto consciente de ressignificação, foram plantadas flores nos locais, conforme imagens já disponibilizadas, transformando espaços antes associados à exploração animal para trabalho em símbolos de renovação, cuidado e respeito à vida. Tal iniciativa reflete o compromisso da gestão municipal com uma cidade mais ética e compassiva em relação aos animais. Salienta-se, por fim, que as instalações nunca foram parte de patrimônio histórico tombado, tampouco integram o rol de equipamentos que compõem o procedimento de tombamento da praça onde estão localizados. A Prefeitura Municipal reitera seu compromisso com a transparência, a legalidade e a construção de uma Poços de Caldas cada vez mais moderna, sustentável e sensível ao bem-estar animal." Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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