Integração na Universidade: MG2 destaca tratamento com toxina botulínica oferecido pelo HU-UFJF para pacientes com distúrbios neurológicos
Ao longo de dez reportagens, a série exibida às terças-feiras no MG2 vai apresentar iniciativas de universidades e faculdades de Juiz de Fora e região que i...

Ao longo de dez reportagens, a série exibida às terças-feiras no MG2 vai apresentar iniciativas de universidades e faculdades de Juiz de Fora e região que impactam positivamente a comunidade. Tratamento com a toxina botulínica é oferecido pelo Hospital Universitário da UFJF TV Integração/Reprodução O tratamento com toxina botulínica oferecido pelo Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) tem melhorado a qualidade de vida de pessoas que sofreram acidentes neurológicos. 🔔 Receba no WhatsApp notícias da Zona da Mata e região 🔎 A toxina botulínica é uma proteína produzida pela bactéria Clostridium botulinum. Quando aplicada em pequenas doses, pode ser usada para fins terapêuticos, por exemplo. A abordagem foi apresentada no programa Integração na Universidade, exibido no MG2 desta terça-feira (1º). Esta foi a segunda reportagem da série que destaca iniciativas de extensão das universidades e faculdades de Juiz de Fora e região que contribuem de alguma forma para a população. “É um projeto lindo que reconhece a importância da Academia para a transformação social e que dá visibilidade aos protagonistas dessa história: professores, pesquisadores e alunos”, disse a diretora de jornalismo da TV Integração, Daniela Abreu. A TV Integração visitou o HU do Bairro Dom Bosco para conhecer esse projeto. Confira abaixo na reportagem. LEIA TAMBÉM: Integração na Universidade: MG2 mostra projeto da UFJF que leva literatura clássica e criatividade para alunos de Juiz de Fora O projeto Neurologista Daniel Sabino de Oliveira explica que o foco é a reabilitação de pacientes TV Integração/Reprodução O HU-UFJF, gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), oferece o serviço do Ambulatório de Toxina Botulínica desde agosto de 2023. O local atende cerca de 30 pacientes por mês, com sessões realizadas todas as quartas-feiras pela manhã. Os casos atendidos incluem condições como acidente vascular cerebral (AVC), traumatismo craniano, paralisia cerebral e doenças da medula espinhal. O neurologista Daniel Sabino de Oliveira explica que o foco do ambulatório é a reabilitação de pacientes com danos neurológicos, sejam cerebrais ou na medula espinhal, especialmente aqueles que sofrem de espasticidade, uma condição que causa rigidez muscular. “Quem enfrenta essas condições costumam sofrer com rigidez muscular, o que causa dor intensa e compromete tanto a qualidade de vida quanto a funcionalidade”, afirmou o médico. Qual é a ação da substância no organismo? A toxina botulínica, utilizada no tratamento, atua enfraquecendo a ligação entre nervos e músculos. Isso reduz as contrações excessivas, alivia a dor e contribui para a recuperação da mobilidade. Entretanto, o neurologista alerta que a aplicação da toxina, por si só, não é suficiente. É necessário um acompanhamento contínuo com fisioterapia ou terapia ocupacional para garantir a eficácia do tratamento. O fisioterapeuta Miguel Nunes Fam complementa: “A toxina marca o início do tratamento. Após sua aplicação, o paciente passa por um treinamento para recuperar os movimentos. Em nossas avaliações iniciais, muitos apresentam déficits de movimento, mas, com o tempo, a melhora é significativa”. Acompanhamento e resultados Equipe do ambulatório também conta com a colaboração dos alunos da Faculdade de Fisioterapia da UFJF TV Integração/Reprodução Thiago Gomes da Silva é paciente do ambulatório e busca reduzir a rigidez muscular causada por lesões no sistema nervoso central. “Eu só conhecia a toxina para procedimentos estéticos. O tratamento tem me ajudado muito a relaxar os músculos e fortalecer minha musculatura, o que tem sido fundamental para realizar atividades do dia a dia”, contou. Além do tratamento com toxina, ele é acompanhado por uma equipe multiprofissional composta por fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Isso é essencial para prolongar o efeito da toxina e melhorar ainda mais os resultados. “A fisioterapia trabalha a mobilidade, o alongamento e o treino motor para garantir que o paciente desenvolva maior independência e melhore sua qualidade de vida”, explicou a fisioterapeuta Denise Freitas. Envolvimento dos acadêmicos HU-UFJF, foto de arquivo Alexandre Dornelas/UFJF A equipe do ambulatório também conta com a colaboração dos alunos da Faculdade de Fisioterapia da UFJF, que participam ativamente do atendimento. A professora Luciana de Cássia Cardoso destaca que essa prática é fundamental para a formação dos acadêmicos. “Eles têm a chance de atuar em casos que dificilmente encontrariam em outros locais”, explicou. A estudante Maísa Santos, que participa do projeto, expressa a gratidão aos ensinamentos: “É uma honra poder atender esses pacientes ainda na graduação. Essa experiência é única para o meu crescimento profissional e proporciona um contato direto com a realidade fora da universidade, o que é essencial para minha formação”. A partir de março, o ambulatório estará aberto também para bolsistas, além dos ingressantes voluntários. A seleção será realizada para ambos os casos, ampliando as oportunidades para os alunos. “Todos saem ganhando: os pacientes, que melhoram sua funcionalidade e qualidade de vida, e os alunos, que se preparam melhor para o mercado de trabalho, adquirindo habilidades essenciais para a fisioterapia neurofuncional”, complementou Luciana. Como acessar o serviço? Para receber atendimento no Ambulatório de Toxina Botulínica do HU-UFJF/Ebserh, é necessário um encaminhamento pela Unidade Básica de Saúde ou pela Secretaria de Saúde, caso o paciente seja de outro município. O mesmo será encaminhado inicialmente ao Serviço de Neurologia para avaliação. Integração na Universidade: HU da UFJF oferece tratamento com toxina botulínica 📲 Siga o g1 Zona da Mata: Instagram, X e Facebook VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes