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Justiça aceita denúncia e diarista acusada de matar casal de idosos em BH vira ré

Paola Stefany Neto Cirino é a principal suspeita de ter matado casal de idosos em apartamento de luxo em BH. Redes sociais O Tribunal de Justiça de Minas Gera...

Justiça aceita denúncia e diarista acusada de matar casal de idosos em BH vira ré
Justiça aceita denúncia e diarista acusada de matar casal de idosos em BH vira ré (Foto: Reprodução)

Paola Stefany Neto Cirino é a principal suspeita de ter matado casal de idosos em apartamento de luxo em BH. Redes sociais O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) aceitou nesta sexta-feira (31) a denúncia do Ministério Público e tornou ré a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, acusada de matar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, em Belo Horizonte. Ela vai responder por dois latrocínios (roubo seguido de morte), fraude processual e furto mediante fraude. Na decisão, o juiz Alexandre Magno de Resende Oliveira afirmou que a denúncia atende aos requisitos legais e que há "justa causa" para a abertura da ação penal. Segundo o magistrado, a acusação é sustentada por laudos periciais, exames toxicológicos, análises de câmeras de segurança e depoimentos colhidos durante a investigação. A Justiça também aceitou a denúncia contra Leonardo do Nascimento, que virou réu por suspeita de ajudar no destino dado aos bens arrecadados. Segundo a decisão, ele vai responder por furto qualificado mediante fraude. A investigação aponta que Leonardo teria participado da parte relacionada aos bens roubados. Entre os indícios citados pelo juiz estão registros de comunicações, dados obtidos durante a investigação e informações sobre o destino dos objetos levados do apartamento. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Os idosos foram encontrados mortos no apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul da capital, no dia 29 de junho. Paola Stefany foi presa por policiais civis em um hotel em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, na madrugada de 2 de julho. De acordo com a denúncia, a diarista foi ao imóvel levando comprimidos de clonazepam, que foram colocados em um suco consumido pelo casal. Enquanto recolhia os bens do apartamento, ela foi surpreendida pelo advogado, que acordou e tentou reagir. Em seguida, atacou o idoso com uma faca retirada da cozinha. A empresária também foi morta durante a ação. Ainda conforme a denúncia, a diarista levou mais de R$ 19 mil em dinheiro, além de joias, relógios, celulares, cartões bancários, perfumes, roupas, bolsas e outros objetos de valor. Parte dos bens foi vendida poucas horas depois na Região Central de Belo Horizonte. Ministério Público denuncia diarista por morte de idosos O Ministério Público afirmou ainda que a diarista tentou dificultar o trabalho da perícia ao limpar vestígios do crime, lavar a faca utilizada nos ataques e descartar roupas com manchas de sangue. Depois, seguiu para o Centro de Belo Horizonte, onde vendeu parte dos produtos roubados e utilizou cartões bancários das vítimas. Segundo a investigação, uma tentativa de transação de R$ 5 mil foi bloqueada. Na sequência, foram realizadas duas operações, de R$ 1,3 mil e R$ 1,8 mil, em máquinas de cartão de um restaurante na Rua Carijós. O proprietário do estabelecimento também foi denunciado por furto mediante fraude. A Justiça também aceitou a denúncia contra ele. A decisão da Justiça também cita que uma unha postiça encontrada sob o corpo de Cláudio Atala é um dos indícios que sustentam a acusação. Conforme o documento, imagens das câmeras de segurança mostram que Paola entrou no prédio usando o acessório e deixou o local sem ele. Relembre o caso O casal foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na tarde de 29 de junho. A Polícia Civil concluiu que o caso se tratava de um latrocínio. Segundo a investigação, Paola Stefany havia sido indicada por um primo de Maria Clotilde para fazer uma faxina no imóvel. O familiar informou aos investigadores que a diarista já prestava serviços na casa dele havia alguns meses e nunca havia despertado desconfiança. Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada da diarista ao prédio por volta das 7h30. A Polícia Civil apontou que o crime ocorreu entre 12h30 e 15h. O intervalo foi definido porque, às 12h25, Cláudio Atala ainda conversou por telefone com um familiar. De acordo com a investigação, após matar o casal, a diarista tomou banho no apartamento, trocou de roupa, reuniu dinheiro, joias, relógios, celulares, cartões bancários e outros objetos de valor antes de deixar o prédio carregando bolsas e sacolas. Na madrugada de 2 de julho, Paola Stefany foi localizada e presa pela Polícia Civil em um hotel de Itabira, na Região Central de Minas Gerais. Em 13 de julho, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou a diarista por dois latrocínios, fraude processual e furto mediante fraude. O proprietário do restaurante foi indiciado por furto mediante fraude. Já no último dia 29, o Ministério Público ofereceu denúncia contra os dois acusados. Nesta sexta-feira (31), a Justiça recebeu a denúncia e tornou ambos réus no processo. Paola Stefany Neto Cirino em audiência de custódia Reprodução LEIA TAMBÉM: Exame identifica ecstasy e anfetamina na urina de capitã da PM morta em Belo Horizonte Incêndio na Serra do Curral mobiliza bombeiros, brigadistas e helicóptero em BH; chamas chegaram perto de casas

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