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Pampulha completa 10 anos como Patrimônio Mundial da Unesco enquanto Prefeitura avança em projeto de concessão

Pampulha completa 10 anos como Patrimônio da Humanidade O Conjunto Moderno da Pampulha completa, neste mês de julho, dez anos como Patrimônio Mundial da Huma...

Pampulha completa 10 anos como Patrimônio Mundial da Unesco enquanto Prefeitura avança em projeto de concessão
Pampulha completa 10 anos como Patrimônio Mundial da Unesco enquanto Prefeitura avança em projeto de concessão (Foto: Reprodução)

Pampulha completa 10 anos como Patrimônio da Humanidade O Conjunto Moderno da Pampulha completa, neste mês de julho, dez anos como Patrimônio Mundial da Humanidade da Unesco. Enquanto celebra a data, a Prefeitura de Belo Horizonte deu mais um passo para uma possível concessão ou parceria com a iniciativa privada para a gestão do complexo. Uma década após o reconhecimento internacional, a Pampulha ainda enfrenta desafios para preservar o patrimônio e cumprir exigências da Unesco, enquanto o município busca um novo modelo de gestão para o complexo. Em extrato publicado no Diário Oficial do Município deste sábado (11), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente oficializou a contratação da PBH Ativos S.A. para elaborar os estudos técnicos, jurídicos, econômicos e financeiros que vão embasar o projeto. O contrato tem valor de até R$ 2,4 milhões. A contratação não significa que a concessão já foi definida. Nesta etapa, a empresa será responsável por estruturar o projeto e indicar o modelo de gestão mais adequado. Somente após a conclusão dos estudos a prefeitura poderá decidir se abrirá uma licitação. O processo dá continuidade às ações iniciadas em abril, quando o município criou um grupo de trabalho para preparar a proposta. Até agora, a prefeitura não informou quais equipamentos poderão integrar a futura concessão. Há dez anos, Pampulha ganhou o título de Patrimônio Mundial da Unesco. Reprodução/TV Globo Desafios Projetado na década de 1940 por Oscar Niemeyer, com paisagismo de Roberto Burle Marx e obras de Cândido Portinari, o conjunto é um dos principais cartões-postais de Belo Horizonte. O reconhecimento internacional, conquistado em 2016, também trouxe compromissos para garantir sua preservação. Um dos principais desafios é a recuperação da Lagoa da Pampulha. A melhoria da qualidade da água é acompanhada pela Unesco e envolve ações das prefeituras de Belo Horizonte e Contagem, da Copasa e de outros órgãos ligados à gestão da bacia hidrográfica. Outro ponto pendente é o Museu de Arte da Pampulha (MAP), fechado há sete anos para restauração. Embora exista um projeto para recuperação do edifício, ainda não há previsão para a licitação das obras. Outro tema acompanhado pela Unesco é a requalificação do anexo do Iate Tênis Clube. Construída fora do projeto original de Niemeyer, a estrutura é considerada incompatível com o conjunto arquitetônico. O Iphan informou que já aprovou o estudo preliminar da intervenção e aguarda o envio do anteprojeto pela Prefeitura de Belo Horizonte. Para o presidente do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos Brasil), Flávio Carsalade, além de cumprir as exigências da Unesco, a Pampulha precisa explorar melhor seu potencial. "Temos que atender aos requisitos que a Unesco colocou no momento da declaração da Pampulha como Patrimônio da Humanidade: a questão do Iate, a questão da água, não só do esgoto, mas também do assoreamento. Mas, especialmente, temos que aproveitar o potencial urbanístico e turístico da Pampulha. Urbanístico como um parque linear urbano, que é muito pouco aproveitado, especialmente nas áreas próximas ao Zoológico", afirma o urbanista. Museu de Arte da Pampulha (MAP) Reprodução/ TV Globo O que dizem as autoridades Em nota, a prefeitura afirmou que o projeto de revitalização da lagoa avança com foco na preservação ambiental, na proteção do patrimônio cultural e na segurança dos visitantes. Também informou que prepara uma licitação para ampliar os serviços de tratamento da água, desassoreamento e limpeza da lagoa e da orla. Segundo o município, o retorno dos esportes náuticos ocorrerá de forma gradual, em data ainda indefinida. A Copasa informou que já investiu mais de R$ 800 milhões no Programa Reviva Pampulha, que ampliou a coleta e o tratamento de esgoto para 99,5% da população da bacia hidrográfica. A companhia prevê concluir as ações restantes até 2028. Já o o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), responsável por acompanhar os patrimônios mundiais brasileiros e por encaminhar à Unesco os relatórios sobre a conservação do conjunto, destacou que já aprovou o estudo preliminar para a requalificação do anexo do Iate Tênis Clube e aguarda o envio do anteprojeto pela Prefeitura de Belo Horizonte. Informou, ainda, que o Comitê Gestor do Conjunto Moderno da Pampulha está em processo de recomposição para fortalecer a gestão compartilhada do patrimônio. Anexo construído no Iate Tênis Clube TV Globo Vídeos mais assistidos do g1 MG

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